sábado, 21 de maio de 2011

Apelo por ajuda urgente


Meus caros leitores e minhas caras leitoras, minha saudação salesiana!
Conversando com minha amiga Olga Regina Hanauer ela me falou de um caso que não sei se vocês estão sabendo. Confesso que eu não sabia. É o caso das meninas gêmeas de Viamão que nasceram sem o globo ocular. Os médicos ainda não chegaram a um acordo sobre os motivos dessas duas crianças (Emilly e Evelly) terem nascidas assim. A questão urgente agora é que a família precisa de ajuda, pois as crianças carecem de alimentação especial e precisam de próteses oculares que serão trocadas a cada dois ou três meses. Cada par custa 600 reais. Vocês devem imaginar a angústia e o drama que a família está vivendo, pois não usufruem de condições financeiras favoráveis.
O apelo desta coluna é por uma corrente de solidariedade em prol dessas crianças a fim de ajudarmos a garantir os R$ 600 a cada 2 meses. O apelo também é aos nossos governos para que viabilizem a assistência que lhes cabem fazer.
 A sra.. Olga Regina, o Sr.Giovani e eu estamos nos unindo a essa causa e contamos e até imploramos que vocês se unam a nós. É impossível ficarmos indiferentes diante dessa situação.
Enquanto eu terminava esse texto efetuei uma ligação para o Giovani, do Bazar Millenium da Santa Isabel, e ele sugeriu uma visita até a família das duas meninas. Vamos marcar a visita e a partir desta teremos mais dados aos nossos leitores e leitoras. Uma informação que ele conseguiu me passar é a de que nesta próxima terça, dia 17 de maio, as meninas têm consulta médica marcada e com isso um próximo parecer médico a qual trataremos aqui posteriormente.

* Regina e eu ficamos de marcar uma visita junto com Giovany.


Veja mais detalhes em vídeo clicando no link abaixo:




Números para contatos e-mail’s:

Dilvano: (51) 8420-2431. E-mail: dilvano_wb@hotmail.com  

Olga Regina: (51) 9718-9913. E-mail: regina.hanauer@hotmail.com

Giovany, no Bazar Milennium em frente a praça da Santa Isabel


Minha antecipada gratidão, meu abraço e minha prece!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A palavra corajosa de uma professora no RN

Pessoal: Vocês não podem deixar de assistir o depoimento, desabafo corajoso, dessa professora, dessa profeta do RN. Pasmem a firmeza e a mansidão dessa admirável mulher. Está nesse link do youtube: 


Clique acima e assista.

Postem seus comentários neste blog.

Com a licença dos meus leitores e das minhas leitoras...

Pessoas: este blog já atingiu mais de 1300 visitas. Agradeço muito à vocês. Sabem que aqui eu coloco (posto) textos meus com minhas reflexões, opiniões e com minhas polêmicas também. Por outras vezes reproduzo aqui textos que acho inteligentes ou que de alguma outra forma  nos fazem pensar, rir , rezar ou chorar. Este espaço é usado também para registro de algumas atividades minhas. Resumindo: é um espaço de várias partilhas.

Tendo dito isso, peço a licença de todos vocês para reproduzir abaixo um texto que foi publicado em 28 de março deste ano (2011) na Folha de São Paulo. É, parece piada, mas não é. Incrível o que acontece nesse país.
Sem mais delongas, confiram abaixo, na íntegra, o texto e postem seus comentários, por favor!

Obrigado ao colega Ir. Mardochée, OSFS,  pelo envio deste texto.

Abraços!


Vou abrir minha igreja e já volto!!! - Folha de São Paulo

Mensagem por Fabio B. em Seg 28 Mar 2011 - 14:18
Isso é que é farra!...... ainda dizem que estão salvos!......Realmente são umas benção!....

Vou abrir minha igreja e já volto!!! - Folha de São Paulo 

O primeiro milagre do heliocentrismo 

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. 
Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos) . É tudo muito simples. 
Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis. 
Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado Evangélio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros "Is" de bens colocados em nome da igreja. 
Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial. 


LISTA DE IGREJAS ABERTAS NO BRASIL EM 2010 (até setembro)

- Igreja da Água Abençoada 
- Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina 
- Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder 
- Congregação Anti-Blasfêmias 
- Igreja Chave do Éden 
- Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta (QUE MERDA É ESSA?) 
- Igreja Batista Incêndio de Bênçãos 
- Igreja Batista Ô Glória! 
- Congregação Pass o para o Futuro 
- Igreja Explosão da Fé 
- Igreja Pedra Viva 
- Comunidade do Coração Reciclado 
- Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal 
- Cruzada de Emoções 
- Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos) 
- Congregação Plena Paz Amando a Todos 
- Igreja A Fé de Gideão 
- Igreja Aceita a Jesus 
- Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém (do Pará?????) 
- Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo 
- Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos) 
- Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo (quem perder vai ficar!!!) 
- Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação 
- Comunidade Arqueiros de Cristo 
- Igreja Automotiva do Fogo Sagrado (ESSE DEVIA TER ABERTO UMA CONCESSIONÁRIA) 
- Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo 
- Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo 
- Igreja Palma da Mão de Cristo 
- Igreja Menina dos Olhos de Deus 
- Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos 
- Associação Evangélica Fiel Até Debaixo DÁgua (em são paulo no meio das enchentes)
- Igreja Batista Ponte para o Céu 
- Igreja Pentecostal do Fogo Azul 
- Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo! 
- Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas 
- Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade (Suma-se!!!!!!!!)
- Igreja Filho do Varão (Opa!!! Se puxar o pai vai se dar bem!!!!) 
- Igreja da Oração Eficiente 
- Igreja da Pomba Branca 
- Igreja Socorista Evangélica (essa é do Café, do Beiçudo, dos bombeiros de Tibagi)
- Igreja A de Amor (NESSA SÓ DEVE TER ADORADORES DA XUXA) 
- Cruzada do Poder Pleno e Misteri oso 
- Igreja do Amor Maior que Outra Força 
- Igreja Dekanthalabassi (QUE PORRA DE LÍNGUA É ESSA GENTE FALA????) 
- Igreja dos Bons Artifícios 
- Igreja Cristo é Show (Padre Marcelo gosta dessa também)
- Igreja dos Habitantes de Dabir 
- Igreja Eu Sou a Porta 
- Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo 
- Igreja da Bênção Mundial 
- Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse 
- Igreja Barco da Salvação 
- Igreja Pentecostal do Pastor Sassá 
- Igreja Sinais e Prodígios 
- Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul 
- Igreja do Manto Branco 
- Igreja Caverna de Adulão 
- Igreja Este Brasil é Adventista 
- Igreja E..T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção) (????????) 
- Igreja Evangélica Florzinha de Jesus (QUE DEUS ME PERDOE, MAS ISSO FICOU TÃO GAY) 
- Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando 
- Ministério Eis-me Aqui 
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia 
- Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará 
- Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos 
- Igreja Evangélica Facho de Luz 
- Igreja Batista Renovada Lugar Forte 
- Igreja Atual dos Últimos Dias 
- Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te 
- Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas 
- Igreja Evangélica Bola de Neve 
- Igreja Evangélica Adão é o Homem (ALGUÉM TINHA ALGUMA DÚVIDA QUANTO A ISSO???????? ?) 
- Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado 
- Ministério Maravilhas de Deus 
- Igreja Evangélica Fonte de Milagres 
- Comunidade Porta das O velhas 
- Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica (QUE EGOÍSTA) 
- Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo (O CARA QUE INVENTOU ESSE NOME ESTAVA CHEIRADO)
- Igreja Evangélica Luz no Escuro 
- Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim (NÃO DÁ PRA CHEGAR UM POUCO MAIS CEDO) 
- Igreja Pentecostal Planeta Cristo 
- Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos (???)
- Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta 
- Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés(COITADO DO MOISÉS TROCARAM O PAUZINHO DELE POR UMA COBRINHA rsrsrsrs) 
- Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão (SENHOR ISSO É HERESIA) 
- Igreija Evangélica Muçulmana Javé é Pai (PÔ, ESSE AQUI NÃO TEM NEM NOÇÃO DE RELIGIÃO rsrsrsrs. 
- Igreja Abre-te-Sésamo (AHHHH, ESSA SIM, TA NO ESQUEMA DE ALI BABA SÓ NÃO INFORMARAM COM QUANTOS LADRÕES.) 
- Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus 
- Igreja Bailarinas da Valsa Divina (SERÁ QUE ESSA É MEIO CLUBE DA LULUZINHA??? OU SERÁ QUE HOMENS TB PODEM PARTICIPAR?) 
- Igreja Batista Floresta Encantada (FICA NA DISNEY ISSO????) 
- Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder 
- Igreja do Louvre 
- Igreja ETQB, Eu Também Quero a Bênção 
- Igreja Evangélica Batalha dos Deuses (PENSEI QUE EVANGÉLICOS FOSSEM MONOTEÍSTAS) 
- Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados (é o Cristo em pessoa!!) 
- Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior 
- Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida 
- Igreja Pentecostal Marilyn Monroe (???????) (ESSE DEVE TER PREMONIÇÕES HOLLYWOODIANAS) 
- Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo (ISSO É SACANAGEM) 
- Igreja Pentecostal Trombeta de Deus (Samambaia -DF) 
- Igreja Pentecostal Alarido de Deus (Anápolis -GO) 
- Igreja pentecostal Esconderijo do Altíssimo (Anápolis -GO) COITADO DO ALTÍSSIMO,VIROU FUGITIVO 
- Igreja Batista Coluna de Fogo (Belo Horizonte -MG) 
- Igreja de Deus que se Reúne nas Casas (Itaúna -MG) 
- Igreja Evangélica Pentecostal a Volta do Grande Rei(Poços de Caldas-MG) 
- Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia (Uberlândia -MG) 
- Igreja Evangélica a Última Trombeta Soará (Contagem -MG) 
- Igreja Evangélica Pentecostal Sinal da Volta de Cristo (Três Lagoas -MS) 
- Igreja Evangélica Assembléia dos Primogênitos (João Pessoa -PB) 
- Ministério Favos de Mel (Rio de Janeiro -RJ) 
- Assembléia de Deus com Doutrinas e sem Costumes (Rio de Janeiro -RJ) 


(Aqui fica provado que é mais fácil abrir uma igreja do que um boteco....kkkk)


Tá bagunçado ou não tá???

A natureza não é muda


Eduardo Galeano
Brecha (semanário uruguaio)
O Equador está discutindo uma nova Constituição. Entre as propostas, abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira vez na história, os direitos da natureza. Parece loucura querer que a natureza tenha direitos. Em compensação, parece normal que as grandes empresas dos EUA desfrutem de direitos humanos, conforme foi aprovado pela Suprema Corte, em 1886.
O mundo pinta naturezas mortas, sucumbem os bosques naturais, derretem os pólos, o ar torna-se irrespirável e a água imprestável, plastificam-se as flores e a comida, e o céu e a terra ficam completamente loucos.
E, enquanto tudo isto acontece, um país latino-americano, o Equador, está discutindo uma nova Constituição. E nessa Constituição abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira vez na história universal, os direitos da natureza.
A natureza tem muito a dizer, e já vai sendo hora de que nós, seus filhos, paremos de nos fingir de surdos. E talvez até Deus escute o chamado que soa saindo deste país andino, e acrescente o décimo primeiro mandamento, que ele esqueceu nas instruções que nos deu lá do monte Sinai: "Amarás a natureza, da qual fazes parte".
Um objeto que quer ser sujeito
Durante milhares de anos, quase todo o mundo teve direito de não ter direitos.

Nos fatos, não são poucos os que continuam sem direitos, mas pelo menos se reconhece, agora, o direito a tê-los; e isso é bastante mais do que um gesto de caridade dos senhores do mundo para consolo dos seus servos.

E a natureza? De certo modo, pode-se dizer que os direitos humanos abrangem a natureza, porque ela não é um cartão postal para ser olhado desde fora; mas bem sabe a natureza que até as melhores leis humanas tratam-na como objeto de propriedade, e nunca como sujeito de direito.

Reduzida a uma mera fonte de recursos naturais e bons negócios, ela pode ser legalmente maltratada, e até exterminada, sem que suas queixas sejam escutadas e sem que as normas jurídicas impeçam a impunidade dos criminosos. No máximo, no melhor dos casos, são as vítimas humanas que podem exigir uma indenização mais ou menos simbólica, e isso sempre depois que o mal já foi feito, mas as leis não evitam nem detêm os atentados contra a terra, a água ou o ar.

Parece estranho, não é? Isto de que a natureza tenha direitos... Uma loucura. Como se a natureza fosse pessoa! Em compensação, parece muito normal que as grandes empresas dos Estados Unidos desfrutem de direitos humanos. Em 1886, a Suprema Corte dos Estados Unidos, modelo da justiça universal, estendeu os direitos humanos às corporações privadas. A lei reconheceu para elas os mesmos direitos das pessoas: direito à vida, à livre expressão, à privacidade e a todo o resto, como se as empresas respirassem. Mais de 120 anos já se passaram e assim continua sendo. Ninguém fica estranhado com isso.

Gritos e sussurros
Nada há de estranho, nem de anormal, o projeto que quer incorporar os direitos da natureza à nova Constituição do Equador.

Este país sofreu numerosas devastações ao longo da sua história. Para citar apenas um exemplo, durante mais de um quarto de século, até 1992, a empresa petroleira Texaco vomitou impunemente 18 bilhões de galões de veneno sobre terras, rios e pessoas. Uma vez cumprida esta obra de beneficência na Amazônia equatoriana, a empresa nascida no Texas celebrou seu casamento com a Standard Oil. Nessa época, a Standard Oil, de Rockefeller, havia passado a se chamar Chevron e era dirigida por Condoleezza Rice. Depois, um oleoduto transportou Condoleezza até a Casa Branca, enquanto a família Chevron-Texaco continuava contaminando o mundo.

Mas as feridas abertas no corpo do Equador pela Texaco e outras empresas não são a única fonte de inspiração desta grande novidade jurídica que se tenta levar adiante. Além disso, e não é o menos importante, a reivindicação da natureza faz parte de um processo de recuperação das mais antigas tradições do Equador e de toda a América. Visa a que o Estado reconheça e garanta o direito de manter e regenerar os ciclos vitais naturais, e não é por acaso que a Assembléia Constituinte começou por identificar seus objetivos de renascimento nacional com o ideal de vida do sumak kausai. Isso significa, em língua quechua, vida harmoniosa: harmonia entre nós e harmonia com a natureza, que nos gera, nos alimenta e nos abriga e que tem vida própria, e valores próprios, para além de nós.

Essas tradições continuam miraculosamente vivas, apesar da pesada herança do racismo, que no Equador, como em toda a América, continua mutilando a realidade e a memória. E não são patrimônio apenas da sua numerosa população indígena, que soube perpetuá-las ao longo de cinco séculos de proibição e desprezo. Pertencem a todo o país, e ao mundo inteiro, estas vozes do passado que ajudam a adivinhar outro futuro possível.

Desde que a espada e a cruz desembarcaram em terras americanas, a conquista européia castigou a adoração da natureza, que era pecado de idolatria, com penas de açoite, forca ou fogo. A comunhão entre a natureza e o povo, costume pagão, foi abolida em nome de Deus e depois em nome da civilização. Em toda a América, e no mundo, continuamos pagando as conseqüências desse divorcio obrigatório.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Palestra com Frei Luís Carlos Susin




Nesta segunda-feira, 16 de maio de 2011, tivemos aqui em casa uma tarde de reflexão que teve por base o tema da Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a vida no planeta”. O assessor por nós convidado foi o Frei Capuchinho Luís Carlos Susin, professor de Teologia na ESTEF e  Filosofia na PUCRS.
Além de nós oblatos foram convidadas as religiosas que fazem parte de nossa paróquia Santa Isabel, mas só compareceram as Irmãs Carlistas e Ir. Teresinha da Congregação de São José que está morando na Rede de Comunidades Santra Cruz (Vila Cecília). O convite foi aberto também para as demais lideranças das pastorais da paróquia e outras pessoas amigas.
Após a acolhida feita pelo oblato Dilvano que também apresentou o Frei Susin aos presentes, o oblato Honoré explicou rapidamente o objetivo do encontro. O Hino da CF 2011 foi cantado por todos e após a palavra foi então passada a Susin que não ficou restrito ao Manual da CF 2011, mas aprofundou as questões relacionadas ao nosso Planeta Terra. Entre outras coisas, Susin tratou das crises que estão ocorrendo: Crise financeira, crise da civilização, crise dos ideais de felicidade, crise alimentar e crise de nossos modos de viver. Criticou o modelo de riqueza defendido pelo mundo do mercado e do autoritarismo do sistema econômico. “Autoritarismo, seja em que setor for, é sintoma de crise”, foi uma das frases de nosso assessor.
Após uma reflexão em torno dos contextos políticos e econômicos Susin então aprofundou o tema da crise ecológica. Ao final de sua exposição apresentou “três oportunidades” ou “três aspectos de um novo modelo”:
    
1) Um novo modelo de riqueza: Economia do dom. Do doar-se. A riqueza das relações. 
2) Novo modelo de poder: Poder, diz Susin, é a capacidade de ação em conjunto. Nos indicou também que devemos apostar na potencialidade que “é sempre criativa”.
 3) Espiritualidade: Aqui, Susin defendeu um novo modelo de conviver das tradições religiosas. Nos indicou o caminho do  diálogo e do respeito para com as religiões.
Depois da palestra aconteceu a celebração da Eucaristia em nossa capela.  Na homilia Frei Susin  refletiu sobre o evangelho do dia: “Jesus é a porta e com ele podemos nos sentir livres, ele não agride as ovelhas, é uma relação de liberdade” , foi uma das frases marcantes.
Depois da missa tivemos a janta onde ocorreu a seqüência de nossa confraternização.

ABAIXO VÁRIAS FOTOS DESSA DATA






























terça-feira, 17 de maio de 2011

Os riscos da arrogância do Império

Por Leonardo Boff, em seu blog.

Conto-me entre os que se entusiasmaram com a eleição de Barack Obama para Presidente dos EUA, especialmente vindo depois de George Bush Jr., Presidente belicoso, fundamentalista e de pouquíssimas luzes. Este acreditava na iminência do Armagedon bíblico e seguia à risca a ideologia do Destino Manifesto, um texto inventado pela vontade imperial norte-americana, para justificar a guerra contra o México, segundo o qual os EUA seriam o novo povo escolhido por Deus para levar ao mundo os direitos humanos, a liberdade e a democracia. Esta excepcionalidade se traduziu numa histórica arrogância que fazia os EUA se arrogarem o direito de levarem ao mudo inteiro, pela política ou pelas armas, o seu estilo de vida e sua visão de mundo.
Esperava que o novo Presidente não fosse mais refém desta nefasta e forjada eleição divina, pois anunciava em seu programa o multilateralismo e a não hegemonia. Mas tinha lá minhas desconfianças, pois atrás do Yes, we can (“sim, nós podemos”) podia se esconder a velha arrogância. Face à crise econômico-financeira apregoava que os EUA mostraram em sua história que podiam tudo e que iam superar a atual situação. Agora por ocasião do assassinato de Osama bin Laden ordenada por ele (num Estado de direito que separa os poderes, tem o Executivo o poder de mandar matar ou não cabe isso ao Judiciário que manda prender, julgar e punir?) caiu a máscara. Não teve como esconder a arrogância atávica.
O Presidente, de extração humilde, afrodescendente, nascido fora do Continente, primeiramente muçulmano e depois convertido evangélico, disse claramente: “O que aconteceu domingo envia uma mensagem a todo o mundo: quando dizemos que nunca vamos esquecer, estamos falando sério”. Em outras palavras: “Terroristas do mundo inteiro, nós vamos assassinar vocês”. Aqui está revelada, sem meias palavras, toda a arrogância e a atitude imperial de se sobrepor a toda ética.
Isso me faz lembrar uma frase de um teólogo que serviu por 12 anos como assessor da ex-Inquisição em Roma e que veio me prestar solidariedade por ocasião do processo doutrinário que lá sofri. Confessou-me: ”Aprenda da minha experiência: a ex-Inquisição, não esquece nada, não perdoa nada e cobra tudo; prepare-se”. Efetivamente assim foi o que senti. Pior ocorreu com um teólogo moralista, queridíssimo em toda a cristandade, o alemão, Bernhard Hâring, com câncer na garganta a ponto de quase não poder falar. Mesmo assim foi submetido a rigoroso interrogatório na sala escura daquela instância de terror psicológico por causa de algumas afirmações sobre sexualidade. Ao sair confessou: “o interrogatório foi pior do que aquele que sofri com a SS nazista durante a guerra”. O que significa: pouco importa a etiqueta, católico ou nazista, todo sistema autoritário e totalitário obedece à mesma lógica: cobra tudo, não esquece e não perdoa. Assim prometeu Barack Osama e se propõe levar avante o Estado terrorista, criado pelo seu antecessor, mantendo o Ato Patriótico que autoriza a suspensão de certos direitos e a prisão preventiva de suspeitos sem sequer avisar aos familiares, o que configura sequestro. Não sem razão escreveu Johan Galtung, norueguês, o homem da cultura da paz, criador de duas instituições de pesquisa da paz e inventor do método Transcend na mediação dos conflitos (uma espécie de política do ganha-ganha): tais atos aproximam os EUA ao Estado fascista.
O fato é que estamos diante de um Império. Ele é consequência lógica e necessária do presumido excepcionalismo. É um império singular, não baseado na ocupação territorial ou em colônias, mas nas 800 bases militares distribuídas pelo mundo todo, a maioria desnecessária para a segurança americana. Elas estão lá para meter medo e garantir a hegemonia no mundo. Nada disso foi desmontado pelo novo Imperador, nem fechou Guantánamo como prometeu e ainda mais, enviou outros trinta mil soldados ao Afeganistão para uma guerra de antemão perdida.
Podemos discordar da tese básica de Abraham P. Huntington em seu discutido livro O choque de civilizações. Mas nele há observações, dignas de nota, como esta: “a crença na superioridade da cultura ocidental é falsa, imoral e perigosa” (p.395). Mais ainda: “a intervenção ocidental provavelmente constitui a mais perigosa fonte de instabilidade e de um possível conflito global num mundo multicivilizacional” (p.397). Pois as condições para semelhante tragédia estão sendo criadas pelos EUA e pelos seus súcubos europeus.
Uma coisa é o povo norte-americano, bom, engenhoso, trabalhador e até ingênuo que admiramos, outra é o Governo imperial, que não respeita tratados internacionais que vão contra seus interesses e capaz de todo tipo de violência. Mas não há impérios eternos. Chegará o momento em que ele será um número a mais no cemitério dos impérios mortos.

A maldição branca

No dia 1º de janeiro de 2004, a liberdade cumpriu dois séculos de vida no mundo. Ninguém reparou, ou quase ninguém. Poucos dias depois, o país do aniversário, o Haiti, passou a ocupar algum espaço nos meios de comunicação; não pelo aniversário da liberdade universal, mas sim porque ali se desencadeou um banho de sangue que acabou despachando o presidente Aristide.
O Haití foi o primeiro país a abolir a escravatura. No entanto as enciclopédias mais difundidas e quase todos os textos escolares atribuem à Inglaterra essa honra histórica. É verdade que um belo dia o império que havia sido campeão mundial do tráfico negreiro mudou de opinião; mas a abolição britânica ocurreu em 1807, três anos depois da revolução haitiana, e foi tão pouco convincente que em 1832 a Inglaterra teve que voltar a proibir a escravatura.
Nada de novo no aviltamento do Haití. Há séculos que é desprezado e castigado. Thomas Jefferson, prócer da liberdade e proprietário de escravos, advertia que do Haití vinha um mau exemplo; e dizia que era preciso "confinar a peste a essa ilha". O país ouviu-o. Os Estados Unidos demoraram sessenta anos a outorgar reconhecimento diplomático à mais livre das nações. Entretanto, no Brasil, chamava-se haitianismo à desordem e à violência. Os donos dos braços negros salvaram-se do haitianismo até 1888. Nesse ano, o Brasil aboliu a escravatura. Foi o último país do mundo.
O Haití voltou a ser um país invisível, até à próxima carnificina.
Enquanto esteve nas pantalhas e nas páginas, no princípio de 2010, os media transmitiram confusão e violência e confirmaram que os haitianos nasceram para fazer bem o mal e para fazer mal o bem. Desde a revolução para cá, o Haití apenas foi capaz de oferecer tragédias. Era uma colonia próspera e feliz e agora é a nação mais pobre do hemisfério ocidental. As revoluções, concluíram alguns especialistas, conduzem ao abismo. E alguns disseram, e outros sugeriram, que a tendência haitiana ao fratricídio provém da herança selvagem que vem de África. O mandato ancestral. A maldição negra, que empurra para o crime e o caos.
Da maldição branca não se falou.
A revolução francesa aboliu a escravidão, mas Napoleão ressuscitou-a:
- Qual foi o regime mais próspero para as colonias?
- O anterior
- Pois então restabeleça-se
E, para reimplantar a escravidão no Haití, enviou mais de cinquenta navios cheios de soldados. Os negros amotinados venceram a França e conquistaram a independência nacional e a libertação dos escravos. Em 1804, herdaram uma terra arrasada pelas devastadoras plantações de cana de açucar e um país queimado pela guerra feroz. E herdaram "a dívida francesa". A França cobrou caro a humilhação infligida a Napoleão Bonaparte. Acabado de nascer, o Haití teve que comprometer-se a pagar uma indemnização gigantesca, pelo mal que fez ao libertar-se. Essa expiação do pecado da liberdade custou-lhe 150 milhões de francos ouro. O novo país nasceu estrangulado por essa corda atada ao pescoço: uma fortuna que actualmente equivaleria a 21.700 milhões de dólares ou a 44 orçamentos totais do Haití dos nossos dias. Muito mais de um século levou a pagar a dívida, que os juros da usura iam multiplicando. Em 1938 chegou, finalmente, a redenção final. Nessa altura já o Haití pertencia aos bancos dos Estados Unidos.
Em troca dessa maquia a França reconheceu oficialmente a nova nação. Nenhum outro país a reconheceu. O Haití nascera condenado à solidão.
Nem sequer Simón Bolivar a reconheceu, ainda que tudo lhe devesse. Barcos, armas e soldados foram-lhe oferecidos pelo Haití em 1816, quando Bolívar chegou à ilha, derrotado, e pediu apoio e ajuda. O Haití deu-lhe tudo, com a única condição de que libertasse os escravos, uma ideia que até então não lhe tinha ocorrido.
Depois, o senhor triunfou na sua guerra de independência e expressou a sua gratidão enviando a Port-au-Price uma espada de presente. De reconhecimento, nem falar.
Na realidade as colónias espanholas que tinham passado a ser países independentes continuavam a ter escravos mesmo que algumas tivessem, aliás, leis que o proibiam. Bolivar ditou a sua em 1821, mas a realidade não se deu por satisfeita, Trinta anos depois, em 1851, a Colômbia aboliu a escravatura; e a Venezuela em 1854.
Em 1915, os marines desembarcaram no Haití. Ficaram dezanove anos. A primeira coisa que fizeram foi ocupar a alfândega e a repartição de cobrança de impostos. O exército de ocupação reteve o salário do presidente haitiano até este se resignar a assinar a liquidação do Banco da Nação, que se converteu em sucursal do City Bank de Nova Iorque. O presidente e todos os outros negros estavam proibidos de entrar nos hotéis, restaurantes e clubes exclusivos do poder estrangeiro. Os ocupantes não se atreveram a restabelecer a escravatura, mas impuseram o trabalho forçado nas obras públicas. E mataram muito. Não foi fácil apagar os focos de resistência. O chefe guerrilheiro, Charlemagne Péralte, cruxificado contra uma porta, foi exibido, como aviso, na praça pública.
A missão civilizadora terminou em 1934. Os ocupantes retiraram-se deixando em seu lugar uma Guarda Nacional, fabricada por eles, para exterminar qualquer possível assomo de democracia. Fizeram o mesmo na Nicarágua e na Repúlica Dominicana. Algum tempo depois Duvalier foi haitiano de Somoza e Trujillo.
E assim, de ditadura em ditadura, de promessa em traição, foram-se somando as desventuras e os anos.
Aristide, o padre rebelde, chegou à prsidência em 1991. Durou poucos meses. O governo dos Estados Unidos ajudou a derrubá-lo, levou-o, submeteu-o a tratamento e uma vez reciclado devolveu-o, nos braços dos marines, à presidência. E de novo ajudou a derrubá-lo, neste ano de 2004, e de novo houve mortandade. E de novo voltaram os marines, que regressam sempre, como a gripe.
Porém os peritos internacionais são muito mais devastadores que as tropas invasoras. País sumbetido às ordens do Banco Mundial e do Fundo Monetário, o Haití obedecia às suas ordens sem tugir. Pagaram-lhe negando-lhe o pão e o sal. Congelaram-lhe os créditos, apesar de ter desmantelado o Estado e ter liquidado todas as taxas aduaneiras e subsídios que protegiam a indústria nacional. Os agricultores de arroz, que eram a maioria converteram-se em mendigos ou balseros. Muitos foram e continuam a ir parar ao fundo do mar das Caraíbas, porém esses náufragos não são cubanos e raras vezes aparecem nos diários.
Agora o Haití importa todo o arroz dos Estados Unidos, de onde os peritos internacionais, que são gente bastante distraída, se esqueceram de proibir as taxas aduaneiras e os subsídios que protegem a produção nacional.
Na fronteira onde termina a República Dominicana e começa o Haití, há um grande cartaz que avisa: O mau passo.
Do outro lado está o inferno negro. Sangue e fome, miséria, peste.
Nesse inferno tão temido, todos são escultores. Os haitianos têm o costume de recolher latas e ferros velhos e com antiga mestria, recortando e martelando, as suas mãos criam as maravilhas que se oferecem nos mercados populares.
O Haití é um país atirado ao vasadouro, por eterno castigo da sua dignidade. Ali jaz como se fosse sucata. À espera das mãos da sua gente.

O Bolsa família de Dilma


Uma das mais importantes decisões do governo Dilma Rousseff está prestes a se concretizar e poucas pessoas estão sabendo. Até o fim de maio, depois de meses de estudos e reuniões (que contaram com a participação ativa da presidenta), o Programa Brasil sem Miséria deverá ser lançado.
A meta é ambiciosa: de agora até 2014, acabar com a miséria absoluta no Brasil, mudando radicalmente a vida de 16,2 milhões de pessoas, sua população-alvo. Em nossa história, nenhum governo havia se colocado em um desafio desse porte.
Pena que algo tão relevante fique em segundo plano nas discussões políticas e nas atenções da mídia. Obcecados com o tema do “retorno da inflação”, ninguém se interessa por outra coisa. Ficamos presos à velha agenda: “Gastos públicos descontrolados”, “fatores de instabilidade” e “limites ao crescimento”.
Enquanto isso, um programa totalmente novo está em gestação. Se der certo, o Brasil sem Miséria vai ajudar a resolver um problema que sempre consideramos insolúvel e revolucionar a nossa sociedade.
É algo que Dilma anunciou na campanha como um de seus principais compromissos, mas que passou quase despercebido. No meio de tantas coisas sem pé nem cabeça que estavam sendo prometidas, é até compreensível que isso tivesse acontecido.
Depois da eleição, uma das tarefas nas quais ela mais se empenhou foi na finalização do programa. A versão que será em breve anunciada tem sua marca pessoal.
Aliás, na hora de escolher o slogan do governo, ela optou pela frase “País Rico É País sem Pobreza”, no lugar do que Lula preferia, “Brasil: um País de Todos”. Ou seja, o novo programa é bem mais que apenas outro na área social.
A ideia é simples de enunciar, mas a concretização é complicada. Como disseram suas responsáveis diretas, a ministra do Desenvolvimento Social e a secretária extraordinária para a Erradicação da Pobreza, em entrevista recente, a premissa do programa é que, para erradicar a miséria, é preciso dirigir aos segmentos mais vulneráveis da população ações que assegurem: 1. A complementação de renda. 2. A ampliação do acesso a serviços sociais básicos. 3. A melhora da “inclusão produtiva”.
Como se pode ver, é muito mais que o Bolsa Família, mas dele decorre. Sem a experiência adquirida nos últimos anos, seria impensável um programa como esse, que exige integração de vários órgãos do governo federal, articulação com estados e municípios e capacidade de administrar ações em grande escala. Além disso, é mais complexo, pois implica desenhar soluções específicas para cada segmento, comunidade ou até família, em vez de lhes destinar um benefício padronizado, por mais relevante que seja.
Com ele, tomara desapareçam duas coisas aborrecidas de nosso debate político. De um lado, a reivindicação de paternidade do Bolsa Família que Fernando Henrique e algumas lideranças tucanas repetem a toda hora. De outro, as opiniões preconceituosas contra programas do gênero, típicas de certas classes médias, para quem transferir renda é uma esperteza que subordina beneficiários e perpetua a pobreza. Daí a dizer que Lula é produto do Bolsa Família é um passo.
O curioso na pendência a respeito de quem inventou o Bolsa Família é que o Bolsa Escola, criado no governo FHC, tem sua origem em algo que nasceu dentro de uma administração petista, a do Distrito Federal, quando Cristovam Buarque foi governador. O que foi implantado em Campinas à época em que o tucano Magalhães Teixeira era prefeito tinha pouco a ver com desempenho ou frequência- -escolar, pré-requisitos do Bolsa Escola.
Discussões como essa perdem sentido ante o novo. Onde estaria seu DNA peessedebista se o Bolsa Escola era algo tão mais limitado e menor? Como insistir no discurso do “Fui eu que fiz?”
Aos críticos do maquiavelismo petista, o Brasil sem Miséria responde com sua concepção inovadora e disposição de fazer. Quem levou o Bolsa Família a ser o que é tem crédito para se propor um desafio dessa envergadura.
Mas o importante mesmo é a perspectiva que se abre de que a miséria seja enfrentada para valer. Essa é uma dívida que o País precisa pagar.