sexta-feira, 5 de novembro de 2010

De novo a Feira do Livro

Visitei ontem (04/10/2010)  à tardinha mais uma vez a Feira do Livro de Porto Alegre.  Estava um tempo para chuva, o que eu adoro muito. Aquele cheirinho de chuva subindo da terra...inexplicável. Esse clima todo impulsiona em mim uma certa dose de nostalgia.  Interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contato com sua causa e não diminui como o sentimento da saudade. Exemplo: se alguém sente saudades ou falta de um conhecido, este sentimento cessa ao se reencontrar a pessoa, com a nostalgia é exatamente o oposto, ao reencontrar um amigo que gostava de brincar, este sentimento nostálgico irá se alimentar e não diminuir como a saudade.
Senti nostalgia ao reencontrar os livros!

VISITE A 56ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Visitando a Feira do Livro Porto Alegre 2010

Estive sexta passada (29/10)  na Feira do Livro de Porto Alegre, que está em sua 56ª edição. Passei por diversas bancas de livros, reencontrei pessoas amigas, conversamos sobre livros e leituras.
Percorrendo por entres tantas pessoas e bancas, manuseando um livro e outro, cheguei a triste conclusão do quanto tenho lido pouco. Existem tantas leituras interessantes e eu não consigo dar conta nem dos livros básicos da faculdade. Estamos vivendo numa realidade de corrida contra o tempo, e é esse um dos fatores que me impedem mais leituras. Sinto saudade do meu tempo de infância, quando na escola e em casa, eu era um leitor assíduo. Tanto que na escola a professora Eloína Rodrigues chegou a chamar minha mãe para conversar, porque eu estava lendo muito, inclusive nos momentos de recreio. Pois bem, foi com a mesma professora Eloína, e com colegas, que fui pela primeira vez à Feira do Livro de Porto Alegre. Lembro com carinho e muita saudade da leitura, dentro das atividades para a visita à Feira, de um trabalho que tive que fazer de um livro que acabei escolhendo, entre tantas opções: Maneco Caneco Chapéu de Funil. Trata-se da estória de vários objetos cansados de não fazer nada, que saem em busca de aventura.



Entre tantas lembranças que me veio, uma outra foi a da leitura de um livro de Charles Kiefer no ensino médio: Caminhando na Chuva. Uma história sem fim, na qual o leitor se delicia com um banquete de belas palavras que nos tocam e nos fazem entrar totalmente no clima do livro. Charles Kiefer realmente não escreveu o final do livro pra deixar um vazio ainda maior na cabeça do leitor. Mas no meu caso a professora de literatura, Nancy, pediu para eu escrever um final para esse livro e depois de ler o que escrevi, sugeriu que eu participasse de oficinas de literatura pois via em mim um futuro escritor. Pena que não segui o conselho dela... Voltando ao Caminhando na Chuva de Kiefer, o livro trata da história de um homem, que teve uma infância muito difícil, seus pais eram pobres e ele sofria muito de preconceito, principalmente depois quando conseguiu bolsa em uma escola particular, apesar de tudo ele era feliz, vivia no sítio de seu avô; porém este era muito machista e conservador, assim como o resto das pessoas naquela época. Por isso que desde criança gostava de caminhar pelas ruas da cidade em dia de chuva, pois estava sozinho, podia demonstrar seus sentimentos com a intensidade que desejasse, ninguém ia repreendê-lo.Quando tinha 14 anos, e que tinha acabado de chegar na nova escola, ele conhceu uma menina, se apaixonou, ela também, porém ele era pobre e ela era rica, e novamente o preconceito.Depois de acabarem o colegial, aquela paixão ainda persistia, e o pai da menina mandou-a a Porto Alegre para estudar.E a personagem principal sem nome, estava ali, cheio de dúvidas e tristeza, ele resolve então seguir o caminho da esperança e vai à Porto Alegre, pois algum dia ele ainda vai encontrar ela, vai ter um bom emprego e eles vão para Paris viver sua paixão sem preconceito.
A Feira do Livro me trouxe muitos sentimentos e lembranças que me emocionam e animam e também me dão vontade de ler todos os livros, pena que não há como... 
Uma outra constatação: muitos livros a preços bem em conta, mas no geral ainda os preços bem altos. 
Ainda registro meu apoio a AGEI: Associação para autores que publicam seus livros de forma independente, sem o intermédio de editoras. 

E você? Já foi à Feira do Livro? O que tem a contar sobre sua experiência com livros, leituras e a Feira do Livro de Porto Alegre ou de outras cidades? Escreva e envie para este blog. Farei questão de publicar sua partilha.

Abração!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Pacote de Biscoitos

“ Uma moça estava a espera de seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto.

Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo. Comprou, também, um pacote de biscoitos.


 Sentou-se numa poltrona, na sala Vip do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz.

 Ao lado da poltrona onde estava o saco de biscoitos sentou-se um homem, que abriu uma revista e começou a ler.

  Quando ela pegou
o primeiro biscoito,
o homem também pegou um.
Sentiu-se indignada mas não disse nada.
Apenas pensou:
“Mas que cara de pau! Se eu estivesse
mais disposta
lhe daria um soco
no olho para que ele nunca mais esquecesse
desse
atrevimento!”

 
A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo foi deixando-a indignada, mas não conseguia reagir.

Quando restava apenas um biscoito, ela pensou:
“ah... o que esse abusado vai fazer agora?”
Então, o homem dividiu o último biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.

 
Ah! Aquilo era demais!
Ela estava bufando de raiva!

Então, ela pegou seu livro,
pegou suas coisas e
se dirigiu ao
local de embarque.

 
Quando ela sentou-se confortavelmente numa poltrona,
já no interior do avião, olhou para dentro da bolsa para pegar seus óculos e, para sua surpresa, seu pacote de biscoitos estava lá,
ainda intacto, fechadinho!

Ela sentiu tanta vergonha! Percebeu então que a errada era ela...
Ela havia se esquecido que seus biscoitos estavam guardados em sua bolsa.

O homem havia dividido os biscoitos dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado.





Enquanto ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo o biscoito dela
com ele.

E já não havia mais tempo para se explicar...
nem pedir desculpas!”


Existem 4 coisas que não se recuperam...

a pedra...
...depois de atirada!

a palavra...
...depois de proferida!

A ocasião...
...depois de perdida!


O tempo...
...depois de passado!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo - e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher... na sua cama.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal... Tchau!
Viva a vida com bom humor!!!
(Luís Fernando Veríssimo)